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Segurança digital

Saiba tudo sobre cibersegurança em viagens

Muita gente ainda deixa de tomar precauções fundamentais num campo muitas vezes esquecido quando se viaja: a segurança digital e dos dados pessoais
2020-03-26 17:27:55
Crédito: Reprodução
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CORONAVIRUS

Ainda não é barato para o brasileiro viajar, mas isso já foi um luxo menos acessível. Estatísticas do Ministério do Turismo revelam que, de 2000 a 2018, os embarques internacionais praticamente triplicaram. Isso sem contar as maiores facilidades de comunicação e pacotes para destinos domésticos.


A viagem é um hábito e uma necessidade de muitos e exige preparo financeiro, além de uma série de outras precauções, que vão da mais básica à mais complexa: dar a devida atenção aos horários de partida e de chegada de voos ou viações, planejar detalhes da estada, verificar o funcionamento de atrações turísticas...


Recentemente, os fluxos de viajantes foram tomados de assalto pela pandemia do coronavírus, que limitou o tráfego internacional e doméstico de diversos países. A situação ainda é incerta e, por isso, a população e os governos tomam precauções fundamentais.


No entanto, muita gente ainda deixa de tomar precauções fundamentais num campo muitas vezes esquecido quando se viaja: a segurança digital e dos dados pessoais.


Em casa, o brasileiro já é pego em muitos golpes digitais: um relatório recente de cibersegurança da Axur revela que as páginas falsas de phishing para coletar dados cresceram 231,5% em 2019.


Contratar um serviço de VPN antes de viajar é uma maneira de se precaver. Trata-se de um serviço que permite a navegação anônima, por servidores seguros. Há assinaturas pagas e VPN teste grátis, então a questão é pesquisar e escolher o serviço mais confiável.


Além da VPN, vamos apontar outras ferramentas e sempre salientar como em viagens o cuidado deve ser redobrado com a segurança dos dados pessoais. Confira a seguir preocupações atuais e maneiras simples e eficazes de atendê-las.


O onipresente Wi-Fi


“Aqui tem wi-fi?” é uma pergunta que se popularizou exponencialmente em poucos anos. Da mesma maneira, os wi-fis abertos publicamente também se multiplicaram. Por isso, é razoável se preocupar com esse tipo de conexão.


Em primeiro lugar, as leis de cibersegurança variam de país para país. O seu lugar de destino pode ser mais “liberal” quanto à coleta e uso de dados pessoais – e o wi-fi pode ser uma via de acesso importante a eles.


Em segundo lugar, existem quadrilhas especializadas em invasão por meio da internet wi-fi. Isso é especialmente comum em conexões sem criptografia ou senha de acesso (comum em bares e restaurantes). De fato, até mesmo vulnerabilidades no modem físico podem ser exploradas de maneira perversa, então todo cuidado é pouco.


Por isso usar uma VPN é necessário e obrigatório para quem não quiser expor seu aparelho e dados.


O básico do básico


Nem todo mundo tem essa percepção, mas celulares, computadores e tablets funcionam muito como carteiras digitais e identidades pessoais. É muito fácil fazer transações financeiras com um celular à mão, apenas, por exemplo.


Por isso, o primeiro passo no sentido da segurança digital numa viagem é encarar o aparelho com o mesmo cuidado com que trataria sua carteira. Se não usa senha para acessar o aparelho, coloque uma antes de partir em viagem. Instale um antivírus. Configure-o para não se conectar automaticamente com redes de internet – afinal, você não abriria seu bolso para qualquer passante enfiar a mão lá dentro e apanhar sua carteira.


Além disso, o óbvio: evite manipular muito seus aparelhos publicamente, especialmente em ambientes desconhecidos, ermos ou muito movimentados.


Atenção às conexões USB


As coisas que menos parecem manipuláveis ou que sequer chamam nossa atenção às vezes podem ser perigosas. Os terminais de conexão USB presentes em alguns ambientes públicos, como academias e aeroportos, infelizmente, se enquadram na categoria.


Portos de USB são suscetíveis a manipulações e são um ótimo canal direto com dados de turistas apressados. Um relatório de segurança da IBM de 2019 apontou que 566 milhões de registros da indústria de transporte e viagens tinham vazado em incidentes de invasão pública de dados.


Além disso, esses portos podem transmitir dados para aparelhos. Para recarregar baterias de celular, recomenda-se usar um carregador próprio, diretamente ligado à tomada. Para usar portos USB públicos de maneira segura, somente carregando bloqueadores de dados portáteis a tiracolo.


Conclusão


O turista é uma figura passageira, com pouco conhecimento local e, muitas vezes, desatenta. Por isso, é um alvo fácil de marginais e a maioria das preocupações digitais e físicas do viajante diz respeito ao uso de estruturas em ambientes públicos.


Por um lado, é bastante interessante e relevante que a administração pública e alguns entes privados ofereçam o compartilhamento de alguns serviços digitais que, cada vez mais, tornam-se básicos – wi-fi e portos USB, por exemplo.


Por outro lado, algumas dessas opções são facilmente burláveis e pervertidas para um mau uso. O princípio da responsabilidade individual já servia no exercício da cidadania comum e, agora, também serve no exercício da cidadania digital – a cautela faz parte dele. Como ainda não existe uma solução ideal para esses problemas, vale o velho ditado: é melhor prevenir do que remediar. 

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