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Feira de Santana

Movimento Água é Vida celebra 23 anos de atividades

Ao longo dessa caminhada foram realizadas palestras, seminários, ações efetivas e de conscientização, protestos, todos voltados à preservação do Meio Ambiente
2020-05-21 11:31:45
Da Redação
Crédito: Divulgação
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Gov Bahia vale

A organização não governamental, Movimento Água é Vida (MAV), completa esse ano de 2020, 23 anos, de existência em Feira de Santana. Ao longo dessa caminhada foram realizadas palestras, seminários, ações efetivas e de conscientização, protestos, todos voltados à preservação do Meio Ambiente.


O trabalho que o MAV desempenha é de suma importância para a comunidade feirense, tendo ele próprio garantido grandes conquistas como a criação da Secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o aumento da significância do Conselho Municipal de Meio Ambiente CONDEMA, além da iniciativa popular para não privatização da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).


As atividades do movimento iniciaram em 1997, por conta de uma morte, que ocorreu no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), devido à contaminação pela água. Esse óbito chamou atenção de um grupo que decidiu intervir pela saúde pública, agindo principalmente em defesa da Água, da Saúde e do Meio Ambiente. Jorge Bispo, Padre Luiz Ângelo, Colbert Martins Filho, Dom Itamar Viam, Zé Neto, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Ildes Ferreira, José Carlos Souza, foram alguns dos fundadores do MAV. “Ao longo desses 23 anos, temos feito muitas atividades, e contribuído muito para Feira de Santana. Na minha visão, hoje nós temos quatro legados. O primeiro foi a não privatização da Empresa Embasa, que foi o primeiro projeto de iniciativa popular de Feira. Depois disso, nós realizamos duas conferencias das entidades feirenses com propostas de fundar a Secretaria de Meio Ambiente, que foi aderido pela Prefeitura, Câmara e iniciativa privada. A outra proposta foi o CONDEMA, que passou de sete para 21 membros. Além da Campanha de Coleta de Óleo”, conta José Carlos Souza, diretor superintendente do MAV sobre a função do movimento de contribuir com a cidade.


Carlos explica que sem o MAV, Feira de Santana ainda estaria atrasada no quesito preservação “Sem o MAV, que não teria avançado tanto em questões ambientais. Mas, nós não somos sós. No movimento nós temos dois tipos de colaboradores: parceiros e apoios. Os parceiros são aqueles de todos os dias, e os apoios são as contribuições, mas que também são muito importantes”. Um dos projetos mais notáveis do MAV é a coleta de óleo. Segundo ele, em Feira de Santana, cerca de 100 mil litros de óleo usados, apenas 2500 litros são reciclados por eles, o que é uma quantidade muito pouca que representa riscos. “O óleo descartado de forma incorreta traz grandes transtornos como entupimento de tubulações, contaminação da água e do solo, entre outros. Então de quando o projeto existe até aqui, já tiramos mais de 210 mil litros da natureza. O que torna o trabalho muito importante contribuindo com a preocupação de cuidar do meio ambiente”, diz.


A entidade também realiza diversas ações em escolas, faculdades, empresas, residências e cooperativas com intuito de promover o bem-estar social, ambiental e econômico de toda região metropolitana de Feira de Santana.

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