Triatleta feirense supera perda do esposo e encara desafio mundial

A competição internacional é uma realidade conhecida para Márcia, que em 2016 disputou a etapa final do campeonato na ilha de Cozumel
2017-09-10 21:35:12
Da Redação
Crédito: Acervo Pessoal

Com 48 anos, a idade parece não impor limites na educadora física e personal trainer feirense Márcia Souza Lima, que agora como triatleta, viaja nesta terça-feira (12) para disputa da grande final do Mundial de Triátlon, em Roterdã, na Holanda, a nona e última etapa da competição organizada pela International Triathlon Union (União Internacional de Triátlon) (ITU), disputada entre os dias 14 a 17 de setembro.


A competição internacional é uma realidade conhecida para Márcia, que em 2016 disputou a etapa final do campeonato na ilha de Cozumel, no Mar das Antilhas, pertencente a província de Quintana Roo, no México. Na ocasião, a atleta disputou na modalidade aquatlon (natação + corrida). Em 2017, Márcia encara a disputa no Sprint Triathlon (750 metros de natação, 20 km de ciclismo e 5 km de corrida).


"Tudo começou como uma brincadeira. Essa brincadeira tomou corpo e fui gostando e ficando. Faz dois anos que estou no triátlon. Nestes dois anos me consagrei campeã brasileira e baiana, representei o Brasil no México e irei representar na Holanda", contou Márcia Lima.


Desafios e perda do esposo


De acordo com a atleta, o maior desafio no esporte é quando o competidor se torna de alto rendimento e assim , começa a encarar uma rotina de treinamentos. O aspecto financeiro também é preponderante: o baixo apoio da iniciativa privada, muitas vezes inviabiliza a frequente preparação de atletas da modalidade, que encontram-se no amadorismo.


Só que para Márcia o desafio também passa pelo aspecto familiar. Em maio deste ano, o esposo da triatleta foi vítima fatal de um acidente na Avenida Noide Cerqueira, quando um caminhão que acessava um dos retornos da via, atropelou o ciclista Valnei Paes de Almeida, 54.


"Fazer triátlon não é fácil, para quem se torna ima competidora de alto rendimento é difícil, é árduo. Existem restrições alimentares, horários e regularidade nos treinamentos e hoje a dificuldade maior daqui para frente além dos treinamentos é o apoio. A pessoa que me dava esse suporte era Valnei, o rapaz que sofreu o acidente na Noide, que era meu marido", lamentou a educadora física, que conta com apoios da iniciativa privada e possui uma academia, que administra junto com as duas filhas.


Sobre os treinamentos para a competição na Holanda, Márcia Souza Lima diz que mantém uma rotina de treinos de domingo a domingo, com três horas diárias. "Meus planos são me manter. Estou em segundo lugar na elite na Bahia. Espero me manter entre o segundo e o primeiro lugar. Quando chegar do Mundial três semanas depois disputo a quinta etapa do Campeonato Baiano, onde concorro na elite", finalizou.

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