Família procura por jovem levado por encapuzados

Rapaz de 19 anos foi visto pela última vez na sexta-feira (19) e família não tem notícias
2017-09-12 07:07:54
Com informações do G1
Crédito: Reprodução/TV Bahia

Familiares de Robert Pinheiro Barbosa dos Santos, de 19 anos, denunciam o desaparecimento do rapaz desde a última sexta-feira (8), na Capelinha de São Caetano, em Salvador.


Segundo uma testemunha que não quer se identificar, homens encapuzados abordaram o jovem quando ele estava em frente a um bar com amigos, algemaram e colocaram ele no porta-malas de um carro. Os homens disseram que eram da polícia e o rapaz não foi mais visto.


O caso ocorreu na Rua Sete de Setembro. O pai de Robert não quer revelar a identidade e diz que foi três vezes na 4ª Delegacia Territorial (São Caetano), mas não teve respostas sobre o que pode ter acontecido com o filho. Ele admitiu que Robert usava maconha, mas não acredita que isso tenha relação com o desaparecimento, que está deixando a família angustiada.


“Já fui em todos os órgãos aí, no Nina (Instituto Nina Rodrigues), já tem meu nome, foto dele, tudo lá, qualquer corpo que chegar lá...Já entrei no CIA procurando o corpo do meu filho. Já fui em todo o canto e não acho o corpo. Se tiraram a vida do meu filho, eu quero o corpo para eu enterrar. Minha família está angustiada, ninguém dorme. Todo mundo me cobrando notícias do meu filho”, diz o pai.


Na delegacia, a polícia informou que a placa do carro que teria levado o rapaz informada pela família não é compatível com os veículos usados pela polícia. Imagens das câmeras de segurança na região são procuradas pela polícia para ajudar nas investigações.

 

A testemunha que viu Robert antes de ele sumir relatou ainda que os homens que o abordaram perguntaram o nome de cada um que estava com ele e o nome do jovem. Quando ele disse que se chamava Robert, ele foi levado. O carro que levou o garoto era branco, rebaixado e de vidros escuros. Robert jogava videogame na casa de um amigo antes de ir para a frente do bar.

 

O amigo dele, Adrian Axel, diz que está preocupado com o desaparecimento. “Ele falou: “Ô velho, vou em casa almoçar e quando eu terminar de almoçar, qualquer coisa eu ligo para você, se der para vir jogar, eu volto e a gente joga mais’. Eu falei: pronto, me ligue. O controle está aqui em casa e a gente joga o dia todo se for o caso. Desapareceu”, diz o amigo.

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