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Bombeiros civis dão curso de primeiros socorros à comunidade

A comunidade é capacitada a prestar os primeiros atendimentos em situação de emergência
2017-12-04 11:27:49
Da Redação
Crédito: Gleidson Santos/FE

Com o crescimento avassalador das cidades, que muitas vezes não contam com a infraestrutura ideal para facilitar serviços essenciais, se torna cada vez mais necessária a ideia de buscar alternativas, que possam até mesmo salvar vidas, quando acontece a demora de um atendimento hospitalar adequado. Pensando nessa questão, uma equipe de bombeiros civis, denominada Águias Blindadas, está buscando capacitar a população oferecendo gratuitamente curso de atendimento pré-hospitalar. A ideia está sendo colocada em prática há quase seis meses, mas o objetivo é ampliar o projeto. 

 

Os amigos Marinilton Souza, Elizabete Ramos, Jéssica Oliveira, Juliana Ribeiro e Lucrécia Cordeiro se formaram como bombeiros civis, porém desenvolvem atividades paralelas. Ainda quando estavam no curso, sempre estavam reunidos estudando e foi desta maneira que surgiu a ideia de capacitar a comunidade, que reside em bairros mais humildes de Feira de Santana. "Tem um projeto desenvolvido em Salvador, que achamos interessante: O Samu nas Escolas, que consiste capacitar alunos dando-lhes noções de primeiros socorros, de como se proceder em situações de emergência. Daí veio a ideia de fazer alguma coisa do tipo aqui, só que de forma ampliada e foi assim que criamos o projeto", explicou Marinilton.

 

Os cinco amigos escolhem a comunidade a ser visitada e reúnem o maior número de pessoas possível para passar noções dos primeiros socorros. "Nós ensinamos como as pessoas devem proceder em caso de engasgo, de desmaios e até mesmo como proceder em paradas cardíacas. Agora que ensinamos são medidas que devem ser tomadas para amenizar desconfortos, dores até que uma equipe médica especializada para realizar atendimentos", explicou Elizabete.


Jéssica Oliveira explica que o primeiro atendimento é fundamental para determinar a situação de uma pessoas enferma. "Temos estudos que comprovam que em mais de 80% de casos de emergência quando acontece o pré-atendimento são grandes as chances de salvar uma vida. Se ganha tempo para que a equipe médica chegue e faça os procedimentos", afirmou.

 

O projeto é desenvolvido em comunidades carentes, mas pode ser aplicado clubes sociais, condomínios ou outras propriedades particulares. "Hoje não contamos com um grande apoio das autoridades e na maioria das vezes nos sacrificamos, colocamos dinheiro do nosso bolso para abastecer carros, para comprar material de trabalho porque entendemos que este é um serviço importante e que deve ser oferecido a um maior número possível de pessoas", disse Lucrécia. "Nós estamos fazendo a nossa parte, ou seja, contribuindo para uma sociedade melhor e esperamos que os governantes olhem por estas comunidades que ainda necessitam de um serviço de qualidade", complementa. 

 

A turma profere palestras em associações de bairros, escolas, centro comunitários e a ideia é futuramente ampliar para outras cidades. "Estamos trabalhando para isso, mas precisamos de apoio dos políticos e empresários que possam nos ajudar com material para que possamos estar realizando esta prestação de serviço", declara Marinilton Souza. 

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