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Médica Kátia Vargas é absolvida em júri popular

Informação foi confirmada por representante da promotoria
2017-12-07 07:56:42
Correio 24hs
 Betto Jr./CORREIO

A médica Kátia Vargas Leal Pereira foi absolvida nesta quarta-feira (6) da acusação de ter provocado a morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes Dias, de 21 e 23 anos, após acidente de trânsito ocorrido no dia 11 de outubro de 2013, no bairro de Ondina, em Salvador. A informação foi confirmada pelo promotor Davi Gallo, após o término do júri, por volta das 19h. A sentença, no entanto, só foi lida às 19h40.

 

"Hoje eu sinto vergonha de ser baiano. Era um júri predisposto a absolver", comentou Gallo, ao deixar o Salão do Júri.


Foram quatro votos a favor da absolvição e um pela condenação. Não foi necessário que os outros dois jurados votassem, já que os votos majoritários já estavam garantidos. Ainda cabe recurso no Tribunal de Justiça (TJ-BA).

 

"A médica Kátia Vargas Leal Pereira foi absolvida por maioria de votos na sessão do júri finalizada no início da noite desta quarta-feira (6) no Salão do Júri I do Fórum Ruy Barbosa. Antes da leitura da sentença, diante do tumulto formado no salão, a juíza Gelzi Maria Almeida Souza, que presidia o julgamento, determinou que o espaço fosse evacuado para preservar a segurança de todos os presentes. A sentença foi lida logo em seguida. O Tribunal do Júri considerou improcedente a denúncia oferecida pelo Ministério Público", informou nota divulgada pela assessoria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

 

Segundo documento que informa sobre a sentença, ela foi proferida às 19h40, após os agradecimentos de praxe. Na decisão, a juíza Gelzi Souza também cita que os promotores Davi Gallo e Luciano Assis deixaram a sala secreta (onde os jurados votaram) e o plenário "sem assinar o termo de votação dos quesitos" e a ata, "numa atitude deselegante e desrespeitosa com o Tribunal do Júri". Os jurados se reuniram desde terça-feira (5) no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré.

 

Defesa da ré


Os advogados de defesa da médica oftalmologista Kátia Vargas sustentaram que não havia provas suficientes para condená-la, especialmente pelo fato de não ter um vídeo que mostra o momento em que o carro da médica colide com a moto ocupada pelos irmãos.

 

“Cadê o vídeo que mostra o impacto? Cadê o vídeo que mostra que Kátia perseguiu a moto?”, questionou um dos advogados de defesa, neste segundo e último dia de júri popular.


No primeiro dia, nesta terça (5), cinco testemunhas de acusação, que estavam próximas do local do acidente, relataram o que ocorreu no dia. Parte deles relatou ter presenciado uma discussão entre o condutor da moto, Emanuel, e a médica, que negou qualquer tipo de situação que pudesse tê-la motivado a perseguir e atingir os ocupantes.

 

Apenas um vídeo mostra o carro e a motocicleta passando pela frente do hotel Bahia Othon Palace, mas, no entanto, não chega a mostra o contato entre os veículos. O veículo da médica também perdeu o controle e atingiu a grade do Ondina Apart Hotel, alguns metros adiante do poste onde a moto dos irmãos parou. Os dois morreram no local.

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