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Polícia apura estupro contra menina em Salvador

Wellington (à esq.) acompanhou o irmão e o cunhado na delegacia para desmentir versão da mulher
2018-01-10 07:23:21
A Tarde Online
Crédito: Andrezza Moura

A delegada Diana Lima, titular em exercício da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente (Derca), disse que ainda é prematura afirmar que o vigilante Alexsandro Almeida, de 38 anos, tenha estuprado a sobrinha, uma menina de 4 anos, na terça da semana passada, dia 2, no Engenho Velho da Federação, em Salvador. Ele foi acusado pela mãe da criança.

 

A menina foi levada ao Hospital Geral do Estado (HGE), na Vasco da Gama, na terça, após reclamar de dor na genitália. Ela foi transferida para o Hospital Roberto Santos (HRGS), no Cabula, e, até a manhã desta terça, 9, seguia internada.

 

“Ainda não sabemos nem se a menina foi estuprada, só o laudo [do Departamento de Polícia Técnica (DPT)] poderá confirmar o fato. Precisamos ter cautela para não incriminarmos um inocente. Ainda vamos ouvir a criança e a mãe. Ele [Alexsandro], o pai da menina, um tio e uma tia já foram ouvidos”, contou a delegada.

 

Na manhã desta terça, Alexsandro, o pai da menina, o ajudante prático de pedreiro Wellington Pereira, 41, e o irmão dele, o também ajudante prático de pedreiro Paulo Pereira, 38, estiveram na 7ª Delegacia (Rio Vermelho) para registrar ocorrência por calúnia e difamação contra a mãe da criança.

 

Eles foram ouvidos pelo delegado Alex Chehade, titular em exercício da unidade.

 

Medo de represália​

 

Alexsandro e Paulo afirmaram ter procurado a polícia por temer represália por parte da população. “Somos inocentes, não fizemos nada e não podemos pagar por isso. Desde terça-feira estamos sem poder trabalhar, as pessoas ficam nos olhando torto. Se tivéssemos feito alguma coisa de errado, tínhamos fugido e não procurado a polícia”, disse Alexsandro.

 

Segundo Chehade, a mulher também será ouvida na unidade para esclarecer os fatos. “Precisamos ter cautela com essas informações. Foi divulgado indevidamente em alguns meios de comunicação que ele [Alexsandro] cometeu o crime. Temos que ter cuidado com informações que colocam a vida de pessoas em risco”, avaliou ele.

 

Mais acusações

 

“É tudo mentira dela, ele [Alexsandro] não fez nada disso. Ela não gira muito bem da cabeça, a menina está no hospital com infecção urinária. No sábado, 6, fui visitar minha filha e ela acusou meu irmão [Paulo] de estuprar a menina também. É tudo mentira, ela disse que ia ferrar com a família toda”, disse Wellington, ao defender o cunhado e o irmão.

 

A avó da menina, a pensionista Damiana Carneiro, 56, também esteve na delegacia do Rio Vermelho para depor a favor do genro e do filho. “Ela deixa as crianças à toa, leva até para bares. Essa mulher já me trouxe sofrimento que você nem imagina”, lamentou a senhora.

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