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Estudantes não recebem livro didático em escolas estaduais de Feira

A ausência dos livros didáticos têm causado prejuízos ao método de ensino
2018-05-12 10:56:28
Da Redação
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Estudantes de colégios públicos de Feira de Santana estão sofrendo com a falta de livros, que são de uso necessário para o processo de aprendizagem. Em duas instituições, o Centro Integrado de Educação Assis Chateaubriand, no bairro Sobradinho, e o Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho, na Cidade Nova, a ausência dos livros didáticos têm causado prejuízos ao método de ensino.


A diretora do Assis, Sandra Kely, confirmou a denúncia, afirmando que alguns estudantes possuem os livros, mas outros aguardam a chegada da quantidade suficiente. “Temos cinco turmas que ainda não receberam todos os livros, mas outras têm, sim, (os livros) para serem trabalhados nas atividades”, disse.


Ter ausência de um material estudantil é prejudicial a qualquer aluno. Sendo o livro esse material, o prejuízo é maior ainda. Sandra concorda que a falta dos livros afeta negativamente tanto os estudantes, quanto os professores. “Prejudica muito, empobrece a aula do professor, pois sem o livro didático, que é o recurso a mais que o aluno possui, não só na sala de aula, mas também, em casa. Realmente, essa falta é prejudicial”.


Quanto às formas utilizadas para suprirem a falta desses livros didáticos, a diretora esclarece que métodos são adotados pelos professores com o objetivo de amenizar os problemas. “São paliativos (os métodos). A escola oferece apostilas, xérox de textos do próprio livro didático. São instrumentos alternativos que não substituem completamente os livros, mas é a forma que podemos amenizar a situação”, explicou.


No Colégio Governador Luiz Viana Filho a situação é um pouco diferente: chega ao ponto dos estudantes precisarem utilizar livros vencidos, buscando absorver algum conteúdo importante para o dia a dia, e, consequentemente, ao ano letivo. Eduardo Brito, diretor do colégio, explicou a situação, justificando que os professores sabem o que devem ou não passar aos alunos em forma de conteúdo, apesar de estarem trabalhando com um material vencido. “Os livros têm uma validade de 3 anos, mas nunca os descartamos ao findar da duração, pois, caso haja uma falta de materiais, eles serão usados mesmo estando vencidos. Cabe ao professor exercer a sua habilidade de educador e adaptar os conteúdos, afinal, é melhor trabalhar assim do que não ter livros para nos manter enquanto instituição de ensino”, disse Eduardo.


Igualmente ao primeiro colégio visitado, o Luiz Viana também entregou os livros aos estudantes, porém com uma quantidade abaixo da que é necessária. O diretor afirma que isso acontece devido à chegada dos materiais ao colégio com a contabilidade incorreta. “Por exemplo, se eu tenho 320 alunos num 3º ano, eu preciso de uma quantidade de 320. O que acontece é que, às vezes, essa contabilidade chega com mais do que o necessário, e, às vezes, com menos. No caso de chegar com mais, nós disponibilizamos aos colégios que também estão com esse problema (ausência dos materiais didáticos), entregando de volta os livros ao NTE-19 (Núcleo Territorial de Educação), que é o núcleo representante da Secretaria de Educação do Estado da Bahia em Feira de Santana. O maior problema é quando a contabilidade vem a menos. Nesse caso, ficamos atentos a outras escolas que tem uma quantidade excedente e esperamos receber”, explicou.


Eduardo disse, ainda, que em algumas turmas, eles deixam claro que não tem livros para todos, e dividem a entrega por disciplinas. “Alguns recebem de História, outros de Geografia, mas sempre daquele jeito: quem recebe de uma disciplina, fica sem receber de outra”, afirmou.


O NTE-19 foi procurado para explicar o problema que acontece na cidade, mas não quis prestas esclarecimentos. 

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