Desenbahia 2

UEFS celebra 10 anos de ações afirmativas

A programação será realizada no Anfiteatro, localizado no módulo 2 do campus universitário
2018-05-16 10:41:08
Da Redação
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

A democratização da educação superior no Brasil tem nas ações afirmativas um marco de grande importância na ampliação de acesso a grupos que historicamente foram excluídos desse nível de ensino. Em comemoração a esta referência, a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) está realizando desde a última terça-feira (15), com prosseguimento nesta quarta-feira (16) o “Seminário 10 anos de Ações Afirmativas”. A programação será realizada no Anfiteatro, localizado no módulo 2 do campus universitário.


O objetivo é fazer uma avaliação do Sistema de Reserva de Vagas e analisar perspectivas futuras. O evento pretende, também, contribuir com a discussão que deverá ocorrer nos Conselhos Superiores, órgãos que aprovarão a próxima Resolução Consu e substituirá a Resolução Consu 034/2006. Será emitido certificado de 20h para aqueles que estiverem presentes em pelo menos 70% das atividades.


De acordo com Gean Santana, coordenador geral da Associação dos Docentes da Uefs (Adufs), o seminário irá abordar, juntamente com a opinião e participação de toda comunidade, as principais questões relacionadas ao sistema de acesso. “É extremamente importante analisar a política de permanência estudantil, quanto à questão material, para que o aluno consiga concluir o curso. Movimentos que estejam relacionados ao combate do racismo, machismo e LGTBfobia também serão fomentados para que o aluno não se retire da universidade”, disse.


Lázaro Sousa, representante estudantil, também acredita que as questões de permanência precisam ser ampliadas. “A primeira coisa a pontuar é que cotas não se restringem apenas ao acesso, e sim, no que diz respeito à permanência. Eu como estudante de história e residente universitário tenho essa questão a ser pontuada, as cotas devem ser pensadas do ponto de vista territorial e curricular”, conta.


O estudante de Direito, Douglas Pankararu, ressalta a necessidade das cotas, principalmente para os indígenas e ressalta sobre a comunicação. “Ao longo desses 10 anos e no meu ponto de vista, as políticas de cotas precisam ser melhoradas principalmente em função da permanência. Muitos indígenas não ingressam na universidade por falta de estabilidade e porque muitos nem sabem da questão do vestibular, a comunicação também precisa ser ampliada”, disse.


O Sistema de cotas implantado na Universidade Estadual de Feira de Santana, desde o semestre letivo de 2007.1, reserva 50% de suas vagas em todos os cursos para estudantes oriundos de escola pública e, dentre essas, 80% para negros, e 20% para não-negros de escola pública, além de duas vagas extras por curso destinadas a estudantes oriundos de comunidades indígenas e quilombolas.


A política de cotas e a reserva de vagas para negros, indígenas e quilombolas oriundos de escolas públicas visam atender à reivindicação dos movimentos sociais organizados, mais precisamente o Movimento Negro organizado em Feira de Santana. Em agosto de 2003, a UEFS foi provocada a debater políticas de ações afirmativas para negras e negros. 

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