Desenbahia

‘Dia do Basta’, em Feira, retarda abertura de agências bancárias

Os profissionais de Feira de Santana aderiram ao protesto em defesa de reajuste salarial e da manutenção dos direitos adquiridos
2018-08-10 09:09:31
Da Redação
Crédito: Gleidson Santos/FE

Durante assembleia realizada no início da noite da última quarta-feira (8), os bancários de Feira de Santana decidiram retardar, em uma hora, a abertura das agências instaladas na cidade. Sendo assim, conforme informações do Sindicato que representa a categoria, o serviço bancário só estará disponível ao público a partir do meio-dia desta sexta-feira (10).


Assim como acontece na capital baiana e em diversas outras cidades do Brasil, os profissionais de Feira de Santana aderiram ao protesto em defesa de reajuste salarial e da manutenção dos direitos adquiridos, que segundo a entidade, encontram-se ameaçados de cortes.


Por telefone, Edmilson Cerqueira, diretor de Comunicação do Sindicato, explicou à reportagem do FOLHA DO ESTADO o porquê da decisão. “Desde julho a categoria está em processo de negociação para reajustar o salário que tem data base em setembro, mas a Fenaban apresentou apenas repor a inflação que pode chegar no máximo a 3%”.


Em nota, enviada à Redação, Sandra Freitas, presidente do Sindicato de Feira, afirmou que “os bancários entenderam a importância da sua participação na luta pela manutenção de suas conquistas e compareceram em grande número na assembleia, demonstrando que não vão aceitar retirada de direitos e que estão se preparando para deflagrar greve por prazo indeterminado, caso os banqueiros continuem ameaçando os direitos daqueles que sofrem para cumprir as enormes metas e que vêm adoecendo a cada dia devido a sobrecarga e acúmulo de trabalho por conta do número reduzido de bancários no local de trabalho, nada justifica esse comportamento. Esperamos que no dia 17 os banqueiros, apresentem uma proposta digna para a apreciação da categoria”.


A proposta rejeitada cobria apenas a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas, sem aumento real, na sexta reunião da mesa única de negociação. Também não garantiu que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização. Os bancos querem alterar cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, segundo eles, para garantir segurança jurídica, mas sequer apresentaram a redação das modificações. A próxima rodada de negociação ficou agendada para o dia 17 de agosto (sexta-feira).


Ela também acrescentou que a partir das 9h, os trabalhadores vão se juntar a outras categorias para realizarem, juntos, o Dia Nacional do Basta, organizado pela CUT - Central Única dos Trabalhadores - e outras centrais sindicais com o objetivo de realizar paralisações, atrasos de turnos e atos nos locais de trabalho e nas praças públicas de grande circulação de todo o País para exigir um basta de desemprego, de aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis, de retirada de direitos da classe trabalhadora e de privatizações.

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