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Periodicidade do jornal impresso debatida no rádio

O professor e especialista em jornalismo digital, Andrews Pedra Branca, afirmou que nenhum meio de comunicação deixa de existir do dia para a noite
2018-09-08 11:58:45
Da Redação
Crédito: Divulgação

Comunicólogos de Feira de Santana se reuniram para discutir sobre temas como a transmigrassão do rádio, o fake news e a influência da mídia nas eleições 2018. Mediado pelo jornalista Joilton Freitas, o debate teve a participação de Andrews Pedra Branca, Dilton Coutinho, Dilson Barbosa, Frei Vandeí Santana, Jair Onofre, Humberto Cedraz, Jorge Biancchi, Renato Ribeiro e Valdomiro Silva.


Entre os diversos temas, a periodicidade dos veículos impressos foi um dos mais debatidos. Para o jornalista Humberto Cedraz, proprietário do Folha do Estado, o jornal impresso hoje, apesar das dificuldades, consegue sobreviver em meio à convergência das mídias. “Hoje um jornal tem um faturamento de uma rádio de pequeno porte. É um veículo muito caro. Eu procuro prolongar a sua vida e, no momento em que senti dificuldades, procurei outros meios, como a sua versão digital, mas acredito que, ainda assim, a sobrevivência do jornal impresso será longa”, afirmou.


O professor e especialista em jornalismo digial, Andrews Pedra Branca, afirmou que nenhum meio de comunicação deixa de existir do dia para a noite. “Não podemos dizer que o impresso acaba hoje e amanhã começa uma nova plataforma. Existe uma ‘completariedade’ entre os veículos. Somos primitivos da fase de transição do analógico para o digital. Já acompanhamos o surgimento de diversos aparatos midiáticos, várias redes sociais e vemos hoje um mundo caminhando totalmente para o mobile. É muito dificil que um veículo acabe totalmente. A tendência é ele ir se resignificando”, pontuou.


Valdomiro Silva, radialista e secretário de Comunicação de Feira de Santana, lembrou que, com a chegada da televisão, muito se falou que o rádio desapareceria. “Claro que há um desencanto dos leitores com o papel. Se formos fazer uma pesquisa, vamos observar que as novas mídias dominam a preferências, principalmente dos mais jovens. A geração de hoje é muito difícil que pegue um jornal impresso para ler, então eu acredito muito que o jornal impresso é o veículo que tem o menor tempo de vida”, disse.


Para Jorge Biancchi, o principal motivo do jornal impresso estar passando por uma crise, diante dos outros meios, é a falta de interesse do público pela leitura. “O grande problema é que o público hoje perdeu o interesse pela leitura. Apesar do grande tempo que as pessoas passam com o telefone acessando a internet, muito deste conteúdo acessado não é algo que acrescente como uma leitura de um jornal em papel”, acrescentou.

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