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Baile Surrealista acontece sabádo, 22, em Feira

O baile é uma releitura de um baile que aconteceu na Europa na década de 1970, envolvendo artistas e membros de sociedade secretas
2018-09-20 17:04:31
Da Redação
Crédito: Divulgação

O baile mais ‘trevoso’ de Feira de Santana retorna em uma edição especial. Em tributo ao poeta e bruxo britânico Kenneth Grant, um dos nomes mais influentes do ocultismo contemporâneo, o encontro ocorre neste sábado (22), a partir das 16 horas, no Teatro Arena do Amélio Amorim. Na oportunidade, haverá música, exposição de artes plásticas, dança tribal, live tattoo, oficinas e relançamento do livro ‘Sob o véu de Siriús’.

 

Dentre as atrações estão às bandas Muddy Town, que é uma banda de Salvador, tocando pela primeira vez em Feira; e Sofie Jell, que também é a primeira vez no Baile Surrealista; além das veteranas Duquesa, Iorigun, Navelha, Roça Sound. A discotecagem fica por conta de Lerry.

 

O baile é uma releitura de um baile que aconteceu na Europa na década de 1970, envolvendo artistas e membros de sociedade secretas. A pretensão é discutir as relações entre arte e esoterismo.

 

Para Henrique Sampaio, idealizador do evento, a festa já se tornou data marcada para os feirenses, e se isso se deu por conta dos astros. “O que difere dos outros eventos, é o que eu chamo de “o feitiço do baile”. A gente pensa que astrologia tem mais haver com a combinação dos signos, mas existe também a ideia de que existe um período ideal para realizar algo. Então eu sempre analiso os dias que seriam interessantes para realizar uma festa, e corro atrás”, explica.

 

A ideia é reunir diversas linguagens artísticas em obras que dialogam com disciplinas esotéricas, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer segredos dos bastidores da existência nunca antes revelados em Feira de Santana.

 

História do Baile Surrealista

 

Segundo Henrique, a ideia de fazer o baile surgiu a partir dos coletivos que ele já fazia parte. “Antes organizávamos antologias poéticas, a primeira foi em 2012 com o tema Erotismo, no ano seguinte fizemos um festival de arte integrada. Quando meus amigos se distanciaram, resolvi fazer o primeiro baile surrealista no Museu de Arte Contemporânea, em 2014, com a intenção de lançar um livro sobre poesia e tarô, e o baile era apenas um pré-literário”, diz.

 

Henrique conta que as pessoas gostaram tanto a ideia, que ele acabou fazendo o segundo, e que alcançou um número ainda maior de pessoas do que a primeira edição. “Foi por conta disso, tivemos que mudar para o Centro Universitário de Cultura e Arte. No CUCA foi onde o evento começou a ter ingresso. Hoje ele tomou proporções maiores”, fala Henrique sobre as mudanças.

 

O Baile Surrealista acontece duas vezes ao ano: um no CUCA com a parte literária e o outro no Amélio Amorim, a parte do baile. 

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