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Suspeito de matar estudante a facadas é solto após resultado de DNA

Carlito Camilo de Souza estava preso em Brumado, também no sudoeste da Bahia. Sêmen encontrado no local do crime não bate com material genético do suspeito.
2018-10-09 16:09:30
Com informações do G1
 Foto: Reprodução

O suspeito de matar a facadas a adolescente Rhanna Kevila da Silva Almeida, de 15 anos, na cidade de Barra da Estiva, no sudoeste da Bahia, foi solto na segunda-feira ,8. Carlito Camilo de Souza estava preso em Brumado, também no sudoeste do estado, e ganhou liberdade provisória, segundo informações do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

 

Ele foi preso no dia 11 de junho como principal suspeito da morte da estudante. Segundo a polícia, Carlito apareceu em um vídeo feito por câmera de segurança, jogando fora o celular de Rhanna, próximo ao jardim da Igreja Matriz de Barra da Estiva.

 

Conforme decisão da Justiça, expedida na segunda-feira, a soltura de Carlito ocorreu porque ainda não há prova conclusiva da autoria ou participação dele no crime, e por isso, o próprio Ministério Público fez o pedido pela liberdade provisória dele. De acordo com a Polícia Civil, o resultado do DNA do sêmen encontrado no local do crime não possui o mesmo material genético de Carlito.

 

"Há dois perfis masculinos no exame [de DNA], um em uma camisinha e outro na adolescente. Continuamos a investigar o caso e acompanhar a possibilidade de outros suspeitos", explicou o delegado responsável pelo caso, Joildo Souza dos Humildes. O delegado enfatizou que ainda não pode dar detalhes do caso.

 

Conforme o advogado de defesa, Samuel Milhazes, Carlito nega a autoria do crime e também que seja ele nas imagens da câmera.

 

"No dia do crime ele estava em casa, lavando os objetos de trabalho, porém ele é uma pessoa bem simples, até na forma de falar, e entrou em pequenas contradições. A única coisa, até então, que o incriminava, seria essa imagem, mas eu já pedi melhoramento delas [imagens] para a gente poder comprovar a inocência dele", explicou.

 

A Polícia Civil disse que Carlito ainda é um suspeito, até porque o inquérito do caso não foi concluído. Carlito, conforme contou o delegado, é vendedor ambulante e utilizava facas para cortar carne. As facas usadas por ele foram encaminhadas para perícia.

 

"Ainda não temos resultado se algo foi encontrado nas facas. Ele [Carlito] é vendedor de churrasquinho grego e usava facas semelhantes ao que usaram para matar a vítima. Não posso afirmar que são as mesmas, porque só um laudo poderá confirmar", disse o delegado.

 

Sobre as imagens em que a polícia aponta Carlito aparecendo e descartando o aparelho da vítima, Joildo dos Humildes disse que o suspeito foi contraditório e não soube explicar como conseguiu o celular da jovem.

 

O advogado de Carlito informou que, após ser solto, o suspeito não retornou para a casa onde mora, com medo de represálias. "Ele está com medo de alguém fazer algo com ele até que a inocência dele seja provada e nós vamos trabalhar para provar que ele é inocente", destacou Milhazes.

 

Crime


Rhanna Kevila da Silva Almeida, de 15 anos, foi esfaqueada e teve o corpo queimado enquanto se arrumava para participar do ensaio da quadrilha junina que fazia parte, em Barra da Estiva.

 

O crime aconteceu na tarde do dia 1º de junho. O quarto onde o corpo da garota foi achado foi incendiado. Para a polícia, as chamas foram provocadas para encobrir as pistas. Vizinhos perceberam a fumaça e tentaram apagar as chamas. A casa foi arrombada, e as pessoas encontraram a garota caída no chão.

 

A vítima chegou a ser socorrida para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Rhanna estudava o primeiro ano do ensino médio em uma escola estadual de Barra da Estiva.
 

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