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50 casos de automutilação de crianças e adolescentes registrados em Feira

O evento realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC) trouxe como abordagem estratégias para unir a sociedade em combate a automutilação e suicídio.
2018-10-11 09:24:57
PMFS/SECOM
Divulgação SECOM

O Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi) registrou 50 casos de automutilação envolvendo crianças e adolescentes, em Feira de Santana, de 2017 até setembro deste ano. O número serviu como sinal de alerta para a Secretaria Municipal de Saúde, através do Grupo de Trabalho de Saúde Mental, sensibilizar nesta quarta-feira, 10, os profissionais de saúde, assistência social e educação na busca de uma maior atenção a esses casos.

 

 

O evento realizado no auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciência (FTC) trouxe como abordagem estratégias para unir a sociedade em combate a automutilação e suicídio. “Toda a comunidade deve contribuir nesse processo, não só os profissionais, mas a família também tem que ser um correspondente”, ressalta a assistente social referência de saúde mental da Atenção Básica, Diana Damilles Costa.

 

 

Algumas mudanças de comportamento podem servir para os pais como indicador que algo não vai bem com a criança ou adolescente. De acordo com a coordenadora da Rede de saúde mental, Robervânia Cunha, é preciso ficar atento a sinais como a utilização frequente de roupa de manga comprida, o ato de cobrir todo o corpo e a exposição durante muito tempo nas redes sociais. “É importante procurar saber o motivo desse isolamento e pedir ajuda num serviço de atendimento especializado”, alerta.

 

 

Ainda segundo Robervânia, a pessoa que se automutila tem intenções diferentes de um suicida. “Ele não quer acabar com a vida, mas quer acabar com a dor, e essa dor é emocional. Então essa pessoa machuca o corpo na tentativa de aliviar essas emoções”, ressalta.

 

 

Entre as estratégias utilizadas pelo município no atendimento a esse público estão as psicoterapias, as atividades em grupo e a escuta qualificada através de um psiquiatra, serviços esses gratuitos oferecidos através dos CAPS e encaminhados pela Atenção Básica. Além disso, o Grupo de Trabalho de Saúde Mental, que une os CAPS e Atenção Básica em parceria com faculdades do município, foi criado há um mês visando melhor capacitar profissionais no atendimento a esse público.

 

 

“Nós temos hoje em Feira de Santana 115 Equipes de Saúde da Família e a gente sabe que a Atenção Básica é a porta de entrada desse serviço. A criança que está passando por automutilação, e o pai e a mãe conseguem observar essa questão, pode procurar a Unidade de Saúde do território e conversar com o médico, enfermeiro ou assistente social. Chamamos atenção também para os profissionais de educação que podem estar notificando esses casos, pois se preciso será feito o encaminhamento para o serviço especializado que é o CAPS Infantil”, informa Diana Damilles.
 

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