Desenbahia

Postos em Feira de Santana teimam em vender gasolina por preço abusivo

Apenas alguns poucos postos diminuíram o valor entre R$ 0,10 e R$ 0,15
2018-11-07 09:31:55
Da Redação
Crédito: Edeilson Souza/FE

É incrível como os postos de combustíveis em Feira de Santana, insistem em comercializar a gasolina por preços ainda exorbitantes, mesmo diante de quedas acentuadas no preço do combustível nas refinarias.


O tema foi tratado na edição da última quinta-feira (01/11), na Folha do Estado. Apenas alguns poucos postos diminuíram o valor entre R$ 0,10 e R$ 0,15, embora a Petrobras, com base no preço de 05 de setembro do ano passado, tenha caído de R$ 2,10 para R$ 1,72, uma redução de 20%.


Naquele período, o combustível era comercializado por R$ 4,44 e R$ 4,47. Se tomar como base o preço aplicado, na época, e o preço na refinaria, hoje, aplicando a mesma margem de lucro, a gasolina deveria estar sendo vendida a menos de R$ 4,00.


Na última terça-feira (6), por exemplo, a Petrobras reduziu o preço da gasolina nas refinarias ao menor nível em 6 meses. Com a alteração, o valor médio do combustível caiu para R$ 1,7293 por litro, o menor valor desde o R$ 1,7199 visto em 20 de abril, conforme informações do site da petroleira.


Revolta do consumidor


A prática pode se configurar, segundo o presidente da Associação de Defesa do Consumidor (Protege), Magno Felzemburg como abuso do poder econômico. Ouvido, por telefone pela Redação do Folha, Dr. Felzemburg explicou que este abuso acontece “quando percebe-se que está tendo uma vantagem excessiva por parte das redes que vendem o combustível com aferição de lucro fora do padrão que destoa da conduta adotada na venda do próprio combustível”.


A situação não causou revolta apenas no jurista, em uma rápida enquete feita pela equipe do Folha do Estado nas ruas constatou a revolta também do consumidor tanto com o valor cobrado pelos postos quanto pela inércia do Procon.


A maioria, quase absoluta, (89%), dos entrevistados afirmaram que o Procon não cumpre com a sua missão fiscalizadora no que tange ao abuso praticado pelos postos de combustíveis na cidade. Os demais entrevistados afirmaram que o órgão só atua quando provocado e ainda outros disseram que a instituição cumpre com sua missão e fiscaliza os postos.


A estudante de psicológica identificada pelas iniciais E.M. acredita que o PROCON funciona tipo bombeiros. “Se tiver denúncia correm para cima para apagar o fogo, mas a prevenção acho que não acontece não. Pelo menos nunca vi acontecer” e a contadora de 35 anos, Joelma Santos, ratificou: “Fiscalizam quando solicitados através de denúncias. Para mim a fiscalização só seria eficiente se existissem de forma assídua, mas não é o que acontece”.


Uma equipe do Folha esteve na última terça-feira (6), na sede da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor e solicitou um relatório das últimas fiscalizações bem como o resultado destas. O órgão ficou de atender a solicitação na manhã desta quarta-feira (7).

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