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Placa Mercosul será econômica para consumidor, diz DETRAN

Os preços, que antes eram entre R$ 220 a R$ 240, passarão a custar de R$ 250 a R$ 270 para o par de placas. Porém o que o usuário irá pagar deve reduzir, por não haver mais a selagem da placa, que custava em torno de R$ 53
2019-01-05 12:01:29
Da Redação
Crédito: Jessyka Moura/FE
Crédito: Jessyka Moura/FE

Após um longo tempo de planejamento e vários adiamentos, as placas veiculares padrão MERCOSUL começaram a ser colocas em Feira de Santana no dia 27 de janeiro. Segundo o coordenador da 3ª CIRETRAN, Sílvio Dias, a mudança será uma economia para o condutor que não precisará fazer imediatamente. “A mudança vai se da de forma gradativa. O serviço só se tornará obrigatório em 2023”, conta.


Os valores dos serviços do DETRAN continuam os mesmo para veículos. O que muda é o valor da nova placa, já que não são os DETRANS que as fabricam, os próprios terceirizados são os responsáveis por estipular os valores das ferramentas. Ao órgão cabe apenas a fiscalização. Os preços, que antes eram entre R$ 220 a R$ 240, passarão a custar de R$ 250 a R$ 270 para o par de placas. Porém o que o usuário irá pagar deve reduzir, por não haver mais a selagem da placa, que custava em torno de R$ 53, não será cobrada.


A medida foi determinada pelo Governo federal, através do DENATRAN, onde todos os veículos tivessem a padronização das placas utilizadas nos países do MERCOSUL. A partir disso, houve um prazo para que os DETRANS de todo o país se organizassem e se adequassem a esse novo modelo.


A Bahia foi um dos Estados que solicitou prorrogação do prazo estabelecido, em virtude de dificuldades em credenciar estampadores e fabricantes. Os benefícios são voltados, principalmente para a questão da segurança. Essa placa vai dispor de instrumentos novos de segurança, como o QR Code, que irá permitir que o agente fiscalizador verificasse dados do veículo, informações do fabricante, data de fabricação, local. “São situações de segurança que visam reduzir o número de veículos clonados e, em consequência, o número de furtos e roubos. Além de poder integrar o banco de dados dos países que compões o MERCOSUL”, comenta Silvio sobre a placa que facilitará a circulação de carros entre o bloco econômico.


O coordenador explica que não há necessidade dos condutores se apressarem para realizar a mudança “A mudança vai se da de forma gradativa. É obvio que as pessoas que comprarem carros novos já faram o emplacamento com o modelo novo, mas quem tem o veículo usado vai fazer a mudança na medida em que realizar serviços de transferências ou mudanças de categoria. Quem não estiver nessas condições, só vai precisar trocar caso perca a placa ou roubada”, conta o gestor sobre a falta de necessidade de se apressar em realizar o serviço, já que só se tornará obrigatório em 2023.


QR Code e Chip


O QR Code é um código de barras bidimensional que contém um número de série único. Ele pode ser escaneado em fiscalizações e também por possíveis compradores - como pode ser lido por qualquer smartphone atual, o código QR possibilita que o cidadão identifique veículos irregulares com maior facilidade. Esta é uma das principais medidas de combate à adulteração e clonagem de placas.


Já o chip, identificado como Selo Fiscal Federal, armazena dados do veículo que vão desde a identificação do fornecedor até o número, data e ano e modelo de fabricação do carro. Ele pode ser lido e rastreado facilmente por autoridades, uma vez que transmite esses dados por radiofrequência.


Futuramente, o chip poderá ser utilizado na cobrança automática de pedágios, estacionamentos e em outras ocasiões.

 

Visual das placas


As placas contam com mais detalhes que as atuais. Na parte superior, com fundo azul, são exibidos o logotipo do MERCOSUL, o nome do Brasil e a bandeira do país. O restante da placa terá fundo branco, com a bandeira do estado de origem logo abaixo da bandeira do Brasil, e o brasão do município de origem logo abaixo desta.


Além disso, o novo padrão oferece maior possibilidade de combinações, devido à sua sequência de identificação. Atualmente, as placas no Brasil seguem padrão de três letras e quatro números (AAA-1111), mas com o novo formato o padrão será de quatro letras e três números (AAA1A11).


Números e letras não seguirão um padrão fixo, com exceção do último caractere que deverá ser obrigatoriamente um número para não prejudicar os esquemas de rodízio municipal.

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