PMFS Micareta resultado

Feirense Maryzelia brilha no projeto de samba Criolice

Formado exclusivamente por músicos negros, o projeto rapidamente ganhou adesão popular
2019-01-11 11:25:59
Da Redação
Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Buscando resgatar ancestralidades africanas através de cantos, danças e iguarias, uma vez por mês, pessoas se encontram na Arena Cultural Fernando Torres, no Parque Madureira, para curtir um mesclado de sambas de raiz, partido alto e sucessos da nova geração. O projeto Criolice, trazendo a sambista feirense Maryzelia , vem sendo o melhor destino para se divertir no Rio de Janeiro.


Formado exclusivamente por músicos negros, o projeto rapidamente ganhou adesão popular e, tornou-se a maior roda de samba do Rio. Criado por Rose Maciel, Leandro Braz e Dayvson Gomes, o encontro começou no Ponto Chic, em Padre Miguel, mas logo ficou grande demais para ser realizado na rua. Então dois administradores do Parque Madureira estavam entre os frequentadores do Criolice, e foi assim que a programação mudou-se para o bairro mais musical da cidade.


O aspecto familiar da roda de samba se reflete em todos que frequentam o local. Maryzelia, cantora nascida na cidade de Feira de Santana, conta que sua própria trajetória musical no Rio, se funde com a sua estada no grupo. “Há três anos estou no Rio de Janeiro, e dentro desse projeto Criolice, tive a oportunidade de ser substituta de uma cantora do Grupo chamado Arruda. Por ter muitos shows desta banda, hoje sou a contemplada oficial do projeto Criolice”, explica ela.


Ela fala a frequência média de frequentadores a cada dia é de 4 mil pessoas. “As pessoas não vão lá só o samba pelo samba, vai além. Temos a gastronomia direcionada a negritude, assessórios, roupas, então tem todo o contexto direcionado a negrada. Então o partido alto, samba raiz, de roda acontece e eu, acabo entrando com o dendê trazido da Bahia, como eles mesmos dizem. Então assim é legal: fortalecendo o samba, a cultura de Feira de Santana; e eu ecoando meu canto”, diz ela sobre levar o molejo da Bahia.


A sambista contou que essa experiência tem sido muito importante para seu crescimento profissional. “Isso tem sido fortalecedor, pois através desse projeto sempre há outros produtores de outras regiões, que acaba abrindo portas. Itaipu, Volta Redonda, São Paulo são algumas das cidades que já passei. Assim como o Jornal Nacional, no dia da Consciência Negra, o encerramento foi o Criolice, comigo batendo palma; além do Globo Comunidade no dia internacional do samba, onde estava eu, com o Projeto, e Teresa Cristina distribuindo simpatia”, comenta.


Além do ingresso, que custa R$ 10, cada espectador leva um quilo de alimento não perecível, doado para uma instituição de caridade.

Comentários

Tacitus Tecnologia