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Prédio do Minha Casa, Minha Vida alvo de incêndio continua sem assistência

A sensação de medo é constante no local
2019-02-06 16:44:33
Da Redação
Crédito: Edeilson Souza/FE
Crédito: Edeilson Souza/FE

Dois meses após a tragédia acontecida em Feira de Santana, no condomínio Iguatemi II, do Programa Federal Minha Casa, Minha Vida, a situação dos moradores continua a mesma. O Jornal Folha do Estado retornou ao local e observou a letargia, por parte dos órgãos responsáveis, em apagar aos vestígios do incêndio. Paredes queimadas, cinzas, fios jogados no chão, janelas quebradas, portas deterioradas, entre outros objetos chamuscados pelo fogo, ainda podem ser encontrados no prédio que foi incendiado. A terrível tragédia, que levou a morte de quatro pessoas - uma menina de 17 anos, uma mãe e suas duas filhas - é vista todos os dias pelos vizinhos, como um lembrete constante do acontecido.


O morador do prédio da frente, que não quis se identificar, conta que a sensação de medo é constante no local. Ele fala de como tem sido difícil deixar seus filhos brincarem ou até mesmo dormir. “Quando aconteceu o incêndio, eu mandei minha mulher e meus cinco filhos para casa de parentes. Eu fiquei aqui. No dia, fui um dos primeiros a chegar, ajudei a retirar algumas pessoas, quebrei uma janela para salvar um amigo. Fiquei aqui da minha casa olhando para o prédio queimado e relembrando a cena. Vivemos com medo”, desabafa o morador.


Ele conta que os moradores que sobreviveram, ainda estão desamparados pelas autoridades. “Os nossos vizinhos que moravam lá estão vivendo de favor na casa de parentes e amigos, porque não tem dinheiro para pagar um aluguel ou comprar outra casa. Eles não receberam apoio nem financeiro, nem psicológico.


Estão largados esperando o que eles têm direito e não lhes é dado”, questiona ele, que diz que “mesmo com os órgãos visitando o residencial, divulgando, cobrando, nada é feito”. Os moradores também informaram sobre o descaso, por parte da prefeitura, apontado por eles como tamanho, e que nesses dois meses nenhum tipo de assistência e subsídios, como o Aluguel Social, foi cogitado. Eles contam que já procuraram órgãos como a Secretaria de Habitação e de Desenvolvimento Social do município, mas que nada é feito para mudar a realidade em que estão vivendo.


A equipe de reportagem manteve contato com o major Adriano, subcomandante do Corpo de Bombeiros, que informou que o trabalho de prevenção e educação sempre é feito nos condomínios do Minha Casa, Minha Vida, e que a parte cabível ao órgão, se encerrava com o combate das chamas. Já no Departamento Polícia Técnica (DPT), responsável pelo laudo pericial com a causa do incêndio, informou que ainda não havia um resultado, pois, os peritos ainda estavam trabalhando no caso.


O Jornal Folha do Estado também tentou contato com o secretário de Habitação, Eli Ribeiro, porém não teve êxito.

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