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Assembleia determina estado de greve dos professores

A classe tentou até protocolar uma audiência junto ao prefeito Municipal, Colbert Martins, antes da assembleia, mas não obteve resposta
2019-02-08 10:18:39
Crédito: Jessyka Moura/FE
Crédito: Jessyka Moura/FE

O Sindicato APLB Feira realizou na última quinta-feira (7) a primeira assembleia dos docentes da Rede Municipal de Ensino. Durante a reunião, foram discutidas pautas como reformulação do plano de carreira, carga horaria, piso salarial, precatórios, além de decidir que a classe entra em estado de greve.


Segundo a delegada da APLB Sertaneja, Marlede Oliveira, as pautas discutidas durante a reunião foram grandes, apesar de já serem conhecidas. Ela explica que a classe tentou até protocolar uma audiência junto ao prefeito Municipal, Colbert Martins, antes da assembleia, mas não obteve resposta. “Estamos aqui para decidir alguns pontos importantes como a reformulação do plano de carreira, que é de 1992, bem antigo; alteração de carga horaria de professores, de 20 horas para 40 horas que a lei garante; os recursos dos precatórios; piso salarial, com o reajuste de 4,17%”, conta.


A sindicalista fala que uma das principais reivindicações da classe é o precatório. “Chegaram R$ 248 milhões, o prefeito já solicitou da Câmara de Vereadores R$ 20 milhões e nós estamos aguardando o que ele vai dizer sobre o assunto. Ele disse que ia para Brasília resolver e que nos responderia. Vários municípios pagaram, e ninguém foi preso. Colbert está seguindo os mesmos passos de José Ronaldo e disse que não vai pagar. Ele só precisa dizer onde diz na lei que não pode pagar os professores, porque parece que pagar precatório vai botar o prefeito na cadeia”, comenta Marlede sobre o abono do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF).


Ela conta que, de diretor a professores, todos os funcionários estão muito insatisfeitos com as posturas tomadas pelo prefeito da cidade. Dentre as insatisfações estão o anúncio de bolsas para crianças em escolas particulares. “Os professores estão muito insatisfeitos porque, no dia 1 de fevereiro, ele foi a Câmara de Vereadores, para a abertura dos trabalhos, e falou que iria pagar escolas particulares para os alunos da rede pública. Várias escolas que fecharam sala de aula, várias salas ociosas e ainda tem as seis escolas estaduais, que foram oferecidas a municipalização, e não foram aceitas. Quer dizer, é na contramão da educação”, diz. 

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