BAHIA AQUI É TRABALHO 1020
Rede municipal

Falta de material atrasa volta às aulas em Feira de Santana

As consequências refletem diretamente nos estudantes, os principais prejudicados
2019-02-12 09:47:20
Da Redação
Crédito: Jessyka Moura/FE
Crédito: Jessyka Moura/FE
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Pais de alunos das escolas da rede municipal de ensino de Feira de Santana denunciaram que, as aulas que deveriam ter começado na última segunda-feira (11), não seguiu o cronograma do ano letivo em algumas unidades. O motivo teria sido a falta de materiais didáticos, de higiene e limpeza, merendas, entre outros. Com o atraso, as consequências refletem diretamente nos estudantes, os principais prejudicados.


A falta de subsídios para o funcionamento das escolas atrapalhou a iniciação do ano letivo em Feira de Santana. Segundo alguns pais, a situação da rede municipal é de completo abandono. Eles relatam que várias das instituições não possuem o Kit do Aluno, concedido pela Prefeitura Municipal; fardamentos e até mesmo alimentos para fazer a merenda. O Jornal Folha do Estado visitou algumas instituições, e constatou que a Escola Municipal Joselito Amorim - Centro - é um dos piores casos, possuindo cerca de 1.200 alunos e não houve aula. Os problemas vão desde a falta de carteira para os alunos se sentarem até a ausência de professores, além dos já citados.


Outra escola que não houve aula foi a Valdomira Alves de Brito, no bairro do Tomba. As informações são de que, com a reforma e ampliação da unidade, ainda está sendo concluída e que por isso o período letivo foi interrompido e não houve o início das aulas, na segunda-feira (11).


Os mantimentos para a merenda escolar também não tinham chegado totalmente; os livros didáticos já haviam chegado, porém, o fardamento não havia previsão de ser entregue. A Escola Municipal Ana Brandoa, no Tomba, também tem problemas com materiais e alimentação, que estão chegando aos poucos. Já a entrega do fardamento continua sem previsão, e há falta de professores. A escola também apresenta falhas na infraestrutura, como um esgoto a céu aberto na entrada. Mas, mesmo possuindo vários déficits, as aulas foram iniciadas. Já às escolas Celida Soares, no bairro Rua Nova, que possui cerca de 220 alunos do 3º ao 5º ano; Diva Portela, no Jardim Cruzeiro, com 150 alunos do 1º ao 5º ano; a Elizabeth Johnsson, nas Baraúnas, com mais de 300 alunos entre 1º e o 5º ano; tiveram suas aulas interrompidas no horário de 10h, por não haver comida.


NOTA


Através de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) informou que está trabalhando, junto ao Departamento de Licitações e Compras da Prefeitura (DLC), para acelerar o processo de aquisição de carteiras para salas de aula, bem como de alguns gêneros alimentícios da merenda escolar. “Estamos buscando, com o DLC, solucionar algumas pendências, que atrasaram licitações. Esperamos, em breve, resolver esses problemas. O objetivo sempre é priorizar a educação, mas imprevistos ocorrem no serviço público, especialmente nessa área de compras, onde a burocracia é imensa e há dificuldades de toda natureza”, diz a secretária Jayana Ribeiro.


Além disso, a gestão informou que medidas estão sendo adotadas pela Seduc visando minimizar as carências de momento. A merenda escolar será normalizada com a conclusão da licitação na área da agricultura familiar, que fornece frutas e legumes para a alimentação dos alunos. Quanto a carteiras, uma quantidade está sendo recuperada no próprio almoxarifado da Seduc, para suprir uma parte do déficit, enquanto o processo de compra de móveis novos é finalizado.


A Prefeitura também falou que adquiriu milhares de carteiras escolares nos últimos anos, mas muitas delas foram destruídas pelos próprios alunos. “Compramos material de qualidade, mas a durabilidade desses móveis é comprometida, infelizmente, com a falta de cuidados”, conclui a secretária.

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