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UEFS: vigilantes terceirizados entram em greve

Até o momento, a categoria aguarda uma reunião com a Administração Central da UEFS e a greve é por tempo indeterminado
2019-03-13 16:31:15
Da Redação
Crédito: Mário Sepúlveda/FE
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Cerca de 216 vigilentes terceirizados da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) entraram em greve, a partir desta quarta-feira (13). A categoria reclama o atraso no salário no mês de fevereiro - já são cinco dias - além da suspensão de benefício como plano de saúde e dos vales alimentação e transporte, geralmente pagos no primeiro dia últil do mês.


Segundo o presidente regional do Sindicatos dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado da Bahia (Sindvigilantes), Wilson Pereira, a categoria vem enfrentando dificuldades com a empresa AVI Consultoria e Serviços de Segurança LTDA nos últimos dois anos. O represntante sindical também não isentou a UEFS. "A universidade tem culpa, em um ofício o sindicato fez o pedido para a universidade pagar direto ao trabalhor, baseado na Lei Anticalote", resumiu Pereira.


Até o momento, a categoria aguarda uma reunião com a Administração Central da UEFS e a greve é por tempo indeterminado. "Até onde eu sei, a empresa AVI não tem condições de estar honrando com os compromissos até a próxima semana", disse o sindicalista.


A reportagem do FOLHA DO ESTADO tentou contato com a empresa AVI, sediada em Slavador, mas não obteve sucesso. Já a Reitoria da UEFS divulgou nota sobre o caso. Segundo a instituição, "A Universidade contrata, por licitação, os serviços junto aos fornecedores, os quais possuem o dever contratual direto de honrar com suas obrigações trabalhistas."


Confira a nota:


Acerca da paralisação dos trabalhadores da empresa AVI, terceirizados da vigilância, nesta quarta-feira (13), informamos à comunidade interna e externa, que a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) vem honrando, integralmente e tempestivamente, seus compromissos com as empresas terceirizadas.


A Universidade contrata, por licitação, os serviços junto aos fornecedores, os quais possuem o dever contratual direto de honrar com suas obrigações trabalhistas.


A Uefs compreende a situação dos trabalhadores terceirizados do serviço de segurança patrimonial, e está envidando todos os esforços para resolução da mesma, inclusive oferecendo a possibilidade imediata de pagamento direto aos trabalhadores. 

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