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CNI reduz previsão de crescimento do Brasil

Atividade em ritmo fraco, desemprego alto e incertezas sobre o avanço das reformas comprometem o desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre
2019-04-15 11:29:30
Crédito: Reprodução
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo as estimativas de crescimento da economia e da indústria para este ano. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país recuou para 2%, ante os 2,7% previstos em dezembro de 2018. A perspectiva para o crescimento do PIB Industrial caiu de 3% para 1,1%. As informações estão no Informe Conjuntural do primeiro trimestre divulgado pela CNI na última quinta-feira (11).


“O ritmo da atividade no início do ano foi bem mais fraco do que se esperava. O desemprego permanece alto, as famílias ainda não retomaram o consumo e as empresas enfrentam muitas dificuldades”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “Além disso, há um certo sentimento de que as medidas, principalmente no campo das reformas estruturais, como a da Previdência, vão demorar um pouco mais para se materializarem e será necessário um prazo maior para que os benefícios das mudanças se espalhem pela economia”, completa Castelo Branco.


De acordo com o Informe Conjuntural, a previsão para o aumento do consumo das famílias diminuiu de 2,9% em dezembro para 2,2% agora. A estimativa para a taxa média de desemprego neste ano subiu de 11,4% em dezembro para 12%. A perspectiva de crescimento dos investimentos caiu de 6,5% para 4,9%. “Sem a retomada do investimento, o crescimento fica comprometido”, avalia a CNI.


O estudo lembra que, apesar do fraco desempenho da atividade, os indicadores macroeconômicos são positivos. Embora mantenha o alerta de que é necessário buscar o equilíbrio fiscal, as previsões da CNI para as contas do governo melhoraram. O déficit primário projetado pela CNI neste ano caiu de 1,57% do PIB em dezembro para 1,39% do PIB agora. A previsão para a dívida do setor público diminuiu de 79,5% do PIB para 78,20 do PIB.


INFLAÇÃO E JUROS - “A inflação mantém-se estável e sem pressões significativas, com expectativas apontando para uma taxa anual abaixo da meta, e as contas externas seguem favoráveis, a despeito do acirramento dos contenciosos no ambiente internacional”, diz o Informe Conjuntural. A estimativa da CNI é que a inflação feche o ano em 4,2%, taxa menor do que a meta de 4,25% fixada pelo Banco Central. Diante deste cenário, a indústria destaca que há espaço para a redução dos juros básicos da economia. A estimativa para a taxa nominal de juros neste ano foi reduzida de 6,83% em dezembro para 6,42% agora.


A CNI destaca que a aceleração das reformas da Previdência e tributária e a implementação de medidas que melhorem o ambiente de negócios são indispensáveis para gerar um choque de confiança na economia e estimular os investimentos. “Os agentes econômicos seguem com expectativas favoráveis ainda que condicionadas à implementação de reformas estruturantes que venham assegurar equilíbrio fiscal de longo prazo e melhoria do ambiente de negócios. O sucesso desse cenário depende de uma concertação entre os Poderes Executivo e Legislativo para aprovação dessas propostas. A ausência desses avanços tenderá a cristalizar um ambiente de baixo crescimento”, adverte a CNI.  

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