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Feira: ex-ministro diz que reforma é ‘tragédia social’

Rossetto ainda indicou que a discussão em torno da Previdência se concentra em três temas
2019-04-15 17:17:07
Da Redação
Crédito: Walace Almeida/FE
Crédito: Walace Almeida/FE

O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, hoje a Secretaria de Previdência e Trabalho - vinculada ao Ministério da Economia -, Miguel Rossetto, titular da pasta entre 2015 e 2016 no governo Dilma Rousseff, esteve em Feira de Santana nesta segunda-feira (15), em uma audiencia com o tema "Defender a Previdência contra a Reforma", onde debateu sobre a proposta de reforma da Previdência que encontra-se em tramitação na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.


O ex-ministro defendeu que não há descontrole na Previdência e que a proposta do governo federal quer capitalizar regimes previdênciarios, retirando um caráter público de órgãos como o INSS. "O projeto é muito ruim para o Brasil. Não é uma reforma, é uma destruição da Previdência pública como conhecemos. Querem acabar com o INSS e construir um regime de capitalização. O que o Brasil precisa fazer é crescer. Não há nenhum descontrole nos gastos da Previdência Social. O problema do Brasil, dos municipios, dos estados é a recessão econômica. O país esta há quatro anos sem ter crescimento econômico. Nos últimos anos foram quatro milhões de postos de trabalho perdidos e é isto que desfinancia a previdência como desfinancia a saúde. A arrecadação pública caiu muito nos últimos anos. Nestes quatro anos, seis milhões e quatrocentos mil contibuintes deixaram de contribuir, por que não tem emprego, não tem renda".


Rossetto ainda indicou que a discussão em torno da Previdência se concentra em três temas, a idade, o tempo de contribuição e a diminuição do benefício. "Quem financia a Previdência Social é o trabalhador, empregador e a sociedade, atraves dos impostos. Existe uma sonegação muito grande. Além da sonegação, que só no ano passado foram R$ 460 bilhões na dívida ativa, existe uma isenção de tributos muito grande. É mais facil cortar o BPC, o salário mínimo do idoso?", resumiu o convidado, que pelastrou no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS).


O ex-ministro foi convidado pelos deputados Zé Neto (PT-BA) e Robinson Almeida (PT). 

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