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Jovem feirense relata tentativa de estupro

Mulher usou a internet para alertar sobre as ações do suspeito e disse as características do mesmo
2019-05-10 14:12:42
Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução
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Eva Bomfim, uma jovem feirense, relatou na ferramenta “storys” no Instagram, ter sofrido um Atentado ao Pudor, na última terça-feira (7), no conjunto Luiz Eduardo - Bairro Jomafa. A tentativa de estupro teria ocorrido após a vítima sair da faculdade, e se dirigir a casa de uma tia.


Durante os relatos feitos através de quatro textos, Eva contou que inicialmente a abordagem feita pelo indivíduo foi como assalto. “Um cara de bicicleta passou por mim, e de início senti uma coisa ruim, mas como ele tinha seguido, continuei meu caminho. Não tinha passado na minha cabeça que o cara iria voltar e me abordar à frente. Quando o vi, pensei: ‘esse cara passou por mim agora, vai me roubar!’. Então ele me abordou e pediu meu celular. Nervosa, ofereci minha mochila,falei que era estudante e não tinha dinheiro. Quando ele viu a rua movimentada de carros, se aproximou me abraçando e colocando a mão na minha nuca, dando a entender que qualquer reação que eu tivesse, iria me enforcar”, relatou a vítima.


Eva falou que a situação começou a mudar quando ele rejeitou o celular dela. “Ele me afastou da rua movimentada e me apertou ainda mais. Pediu que eu fingisse ser moradora de uma casa, e pediu meu celular. Quando dei, ele falou: ‘não me dê agora’, tudo isso apertando a minha nuca. Quando ele viu o celular falou que não queria, que eu poderia guardar. Então me levou a um tipo de praça deserta, em um lugar escondido. Temi pela minha vida e naquele momento só pensava que ele ia me estuprar e depois me matar, pois a todo o momento ele me enforcava. Um casal até chegou, eu pensei em gritar, mas ele puxou meu cabelo e me enforcou ainda mais. Então ele falou ‘me beije até eu gozar’”, desabafou ela, dizendo que nunca imaginou ter que beijar alguém a força.


Na postagem ela ainda conta que ele passou a mão em todas as partes do corpo dela, chegando a colocar o órgão genital para fora da calça e forçou-a a segurá-lo. “Essa cena nunca vai sair da minha mente. Me senti impotente e vulnerável, e só pensava que se não fizesse o que ele mandava iria perder a minha vida”, conta.


Logo após o atentado, Eva relata que ele a liberou. A jovem contou que seguiu para a casa de sua tia e de lá foi levada para prestar queixa na Delegacia da Mulher, na Rua Adenil Falcão. Após realizar o boletim de ocorrência e sair da delegacia, Eva ainda se deparou com seu agressor, que foi perseguido por uma viatura da polícia. “Os policiais os seguiu na Adenil, deflagrando dois tiros e o miserável conseguiu escapar (sic.)”, conclui.


Eva ainda divulgou uma descrição do seu agressor: homem, pardo, alto, forte, físico de alguém que malha, cabelo baixo, tatuagem no pescoço e possivelmente nos braços, andando de bicicleta. Ela ainda deixou uma alerta para as mulheres do local do ocorrido “Atenção ele está molestando e estuprando mulheres nas proximidades do Jomafa, Senador e Adenil. Divulguem. E se por acaso o virem, denunciem”.

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