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Pais denunciam irregularidades em reforma do CPM em Feira de Santana

A reforma está orçada em R$ 806 mil, de acordo com a ordem de serviço assinada pelo governador Rui Costa, que está sendo executada pela empresa DUPLA CONSTRUÇÕES
2019-05-15 11:37:42
Da Redação
Crédito: Divulgação
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Considerado como sendo uma das referências na Bahia, no setor educacional, o Colégio da Polícia Militar (CPM) Diva Matos Portela, situado no bairro Campo Limpo está com obras de reforma em andamento.


No entanto essa situação é alvo de preocupação de pais de estudantes que procuraram o Folha do Estado para manifestar seus sentimentos que conflitam com a realidade informada pelas autoridades que coordenam o processo iniciado no último mês de março, decorrente de uma ordem de serviço assinada pelo governador Rui Costa, no último mês de fevereiro.


Uma comissão de pais procurou o Folha do Estado para denunciar irregularidades no tocante a obra, iniciada em março. “Primeiro que no nosso entendimento por se tratar de uma obra pública deveria ter uma placa com as especificações da empresa, valor da obra, engenheiro responsável e isso não tem, o que suscita dúvidas até mesmo a suspeita de uma situação obscura. Outro ponto é que no nosso entendimento essa obra não poderia ser feita com o ano letivo em curso, uma vez os alunos ficam expostos correndo risco de acidentes”, disse Paulo dos Anjos, que é pai de um estudante da instituição.


Sayonara Ladeira tem uma filha de 15 anos, que estuda no colégio desde 2015 e define a estrutura do CPM, como sendo arcaica. “O colégio sempre apresentou problemas de esgotamento sanitário, salas de aula não oferecem condições básicas de estudo, de forma que independente do clima que faça na cidade, os alunos sofrem com o sol, a chuva e isso causa doenças. Outra situação é que as aulas não acontecem com regularidade por conta da reforma: antes da Micareta houve uma paralisação de 15 dias com a promessa de que aconteceria a reposição das aulas aos sábados. Já se passaram 15 dias da festa e até agora nenhuma aula foi reposta”, informa.


A reforma está orçada em R$ 806 mil, de acordo com a ordem de serviço assinada pelo governador Rui Costa, que está sendo executada pela empresa DUPLA CONSTRUÇÕES, mas que de acordo com os pais não deve atender a toda a demanda existente. “Tivemos um encontro com um dos engenheiros responsáveis pela obra e verificamos por exemplo que a quadra de esportes não foi contemplada e esta se encontra em péssimas condições. Outra situação é que pelo que nos foi passado não haveria troca de janelas nas salas, rede elétrica não suporta o sistema de climatização e isso tudo gera transtornos para nossos filhos”, disse Edi Wilson Santos, integrante da comissão.


Os integrantes da comissão informaram que parte dos alunos foi transferida para o Colégio do Derba, enquanto que outra parte - cerca de 600 alunos - seguem estudando no CPM. “Nosso intuito é justamente trazer a tona essa situação para a sociedade porque sabemos o quanto é complicado colocar um filho lá por conta do ensino de qualidade. Entretanto é impossível estudar numa situação como essa que estamos trazendo a público e o queremos é uma solução das autoridades: uma reforma que contemple as necessidades da instituição e os estudantes tenham o ensino de qualidade em um espaço que tenha uma boa estrutura”, disse Raul Brito, que também integra a comissão de pais de estudantes do CPM.

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