PMFS Micareta resultado

Conselho tutelar em combate ao abuso e exploração sexual

Divididos em quatro por áreas de abrangências, cada um com cinco conselheiros nomeados, os Conselhos Tutelares feirenses possuem a função de assistir as crianças e adolescentes mediante as denúncias
2019-05-15 11:52:42
Da Redação
Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

Seguindo com a série de reportagens que faz alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, a equipe do Jornal Folha do Estado buscou conhecer a prática dos conselheiros tutelares sobre as principais ações e mobilizações da rede para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes em situação de abuso e exploração sexual no município de Feira de Santana.


Divididos em quatro por áreas de abrangências, cada um com cinco conselheiros nomeados, os Conselhos Tutelares feirenses possuem a função de assistir as crianças e adolescentes mediante as denúncias. Para a coordenadora do Conselho IV, Liamara Bispo, o papel do órgão é extremante importante. “Denunciar muda tudo. Uma vez havendo a violação de direitos, violência, abuso ou exploração, essa criança fica frustrada, traumatizada, querendo se excluir da sociedade. O trabalho que fazemos é devolver a criança e/ou adolescente para o seio da família, mantendo a assistência através de uma rede”, fala a conselheira.


Durante todo o ano são recebidos denúncias através de telefones, disque 100 ou denúncias pessoais. Trabalho dos conselhos é feito em conjunto com a Polícia Civil, o Hospital da Criança, Hospital da Mulher, e a sociedade comum. “Todas as denúncias que chegam ao Conselho são averiguadas, uma vez que comprovada a veracidade da denúncia, são tomadas providências cabíveis, como, por exemplo, suspeita de abuso sexual: a diretora de uma escola aciona o Conselho Tutelar, que por sua vez pega essa criança e aciona a família; assim que a família é localizada, se dirige a delegacia para efetuar a denúncia; depois a criança é encaminhada para o HEC para fazer exames juntamente com a assistente social; havendo a confirmação do abuso, a criança faz o corpo de delito, e as medidas regidas pela lei são tomadas”, explica Liamara.


Após a verificação, há o acompanhamento com a assistente social do HEC, e a criança ou adolescência é encaminhada para o CRAS e CREAS, que é o serviço da rede com psicólogo. Se houver necessidade, o menor poderá ser encaminhado para o CAPS também para fazer acompanhamento com psicólogo e fisioterapeuta.

 

Segundo a conselheira os casos mais comuns são de negligência, maus tratos, violência física e psicológica, e atualmente tem crescido o número de denúncias de abuso sexual. “Antes algumas pessoas não denunciavam, e agora, devido à imprensa a sociedade está cobrando, então as pessoas estão perdendo o medo de denunciar. E isso tem que ser feito mesmo, sem a denúncia, toda a rede de ajuda prestada pela Defensoria Pública, Justiça, Ministério Público e Delegacia não poderia ajudar, e com esse trabalho de conscientizar que é crime, isso está mudando”, conclui a gestora afirmando que o Conselho também recebe casos de conflitos familiares.

Comentários

Tacitus Tecnologia