Gov Bahia

Pesquisa analisa fertilidade em falcêmicos

É preciso saber mais sobre a fertilização dos portadores
2019-06-08 18:32:59
Da Redação
Crédito: Mario Sepúlveda/FE
Crédito: Mario Sepúlveda/FE

Com o objetivo de responder as duvidas com relação à fertilidade de portadores da doença falciforme, foi realizada na última sexta-feira (7), uma coletiva de imprensa no Centro Social Urbano (CSU), para apresentar a pesquisa pioneira no Brasil que está em fase de coleta de dados no município de Feira de Santana, através do Programa Municipal de Anemia Falciforme da Prefeitura.


A pesquisa, que pretende identificar se os pacientes com a doença possuem infertilidade ou dificuldades para reproduzir, terá como sede o Centro de Atendimento de Portadores da Doença Falciforme. Segundo a onco-hematologista, Anna Paloma Ribeiro, é preciso saber mais sobre a fertilização dos portadores.


“A doença falciforme que tem uma prevalência alta no município de Feira de Santana, e a importância da pesquisa é justamente trazer a resposta para o tema da fertilidade, porque esse é um tema pouco abordado, tanto em homens quanto em mulheres. E a fertilidade na doença falciforme ainda é um tabu, existia inclusive o pensamento de não pode engravidar por conta dos riscos para os portadores. Porém, é preciso achar essas respostas que a pesquisa visa”, explica ela.


Para esse projeto inicialmente, serão analisados somente os homens, mas existe um projeto, chamado Guarda-chuva, que a depender dos recursos capitados, poderá se estender as mulheres. Para que a pesquisa fosse submetida aos portadores, inicialmente foi preciso a aprovação do Conselho de Ética, e agora segue para a fase de coleta de dados. “Agora a gente está recrutando os homens para fazer a coleta de dados, através dos exames laboratoriais e espermograma, e depois divulgar esses dados. Ao termino dele, todas as pessoas que participaram serão bem orientadas”, garante Ribeiro.


Em Feira de Santana, são cerca de 400 pacientes portadores da doença. “Nós temos um número grande de pessoas que frequentam o serviço, e a ideia é de que as pessoas que tenham anemia falciforme se dirijam a unidade de referência para que haja a educação continuada. É através da equipe multidisciplinar que nós vamos poder fazer ajustes e orientações necessárias no tocante a doença”, conclui a hematologista.

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