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Feira de Santana

Comércio: Feiraguay impõe primeira derrota a Shopping Popular

O Folha do Estado acompanhou as duas reuniões e o que se verificou foi os comerciantes do Feiraguay unidos e o convite do shopping um fiasco
2019-10-05 11:39:53
Da Redação
Crédito: Mário Sepúlveda/FE
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Durante esta semana houve uma movimentação de pura estratégia entre um dos donos do Shopping Popular, Elias Tergilene, e a diretoria do Feiraguay representado pela Avamfs. Na segunda-feira (30), Elias distribuiu convites a proprietários e locadores, segundo ele, de espaços do Feiraguay para uma reunião de oferta de espaço no Shopping Popular depois da abertura de processo, segundo matéria nesse Jornal, que estava em curso um pedido de fechamento do entreposto.


Como reação à intenção de Tergilene, que marcou sua reunião para as 17h30min, do dia 2, o presidente da Avamfs, Valdic Sobral, marcou uma reunião para as 18h. O primeiro, no Shopping Popular, e o segundo em um auditório em um hotel, na Praça da Matriz. O Folha do Estado acompanhou as duas reuniões e o que se verificou foi os comerciantes do Feiraguay unidos e o convite do shopping um fiasco.


Às 18h, conforme pode se observar nas fotos, a reunião de Tergilene contava com 17 pessoas. É bom dizer que, conforme nosso levantamento, quatro deles eram infiltrados. Ao ser questionado por nossa reportagem, pela resposta pífia de presença, o empresário informou que o número foi normal, porque ele não fez qualquer expectativa de quantidade. Omitiu a verdade, o nosso repórter contou 22 fileiras de 14 cadeiras cada, portanto expectativa de 308 pessoas, no mínimo. Pelo que apuramos não houve nenhum fechamento de contrato nesse dia.


Gentil com nossa reportagem, o empresário disse que estava pensando, em um primeiro momento, vender espaço para aqueles que locam boxes no Feiraguay, que dispõe no local 200 espaços de 10m² cada. Se os outros comerciantes quiserem abrir um segundo negócio no local, tinha como acomodar, e aí chegamos a conclusão de que seria dividir lojas modulares de 1 metro até 3m², que seriam divisões possíveis para atender as 1200 novas lojas denunciadas pelos camelôs que lá serão alojados.

 

A pouca frequência na reunião do Shopping Popular onde os comerciantes do Feiraguay não compareceram | Crédito: Mário Sepúlveda/FE 

 

Do outro lado, os comerciantes do Feiraguay, lotaram o auditório onde se realizou o evento. O presidente da Avamfs, Valdic Sobral, informou que a reunião não tinha nenhum objetivo de tratar de aluguel de lojas no Shopping Popular. “A intenção é levar ao conhecimento dos associados sobre o processo encaminhado a justiça pelo Ministério Público, para encontrarmos caminhos para resolver o problema”, explicou.


“Entendemos que vai prevalecer o bom senso, uma vez que a praça, na época da cessão já não tinha qualquer movimento diurno ou noturno. Dado que onde tinha e tem residência, existe uma pequena praça que não é frequentada por moradores, nem antes, nem agora”, disse o advogado Hercules Oliveira.

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