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Feira de Santana

Mãe entra na Justiça para que bebê seja operada

A bebê foi diagnostica com a doença após o nascimento
2019-10-09 09:20:57
Da Redação
Crédito: Mário Sepúlveda/FE
Crédito: Mário Sepúlveda/FE

Há 16 dias, Jamile Ribeiro Mota, vem lutando para conseguir a transferência da sua filha que nasceu com cardiopatia congênita complexa. Na última sexta-feira (4), o Hospital Inácia Pinto (Hospital da Mulher) registrou a morte de um bebê que estava aguardando o mesmo procedimento cirúrgico e não conseguiu a transferência para uma unidade especializada.


Segundo Jamile Ribeiro, a bebê foi diagnostica com a doença após o nascimento. “Durante a gestação eu fiz todos os exames e ultrassonografias solicitadas e não foi constatada nenhuma anormalidade na minha filha. Eu sou cardiopata, de um grau leve, e fui acompanhada durante os noves meses pela rede municipal. No dia 23 de setembro, eu tive a minha filha, de parto cesárea, no Hospital da Mulher, e pouco tempo depois eu fui informada do seu problema e de que ela precisaria ser transferida para outro hospital”, disse.


Na última sexta-feira (4), o Poder Judiciário, concedeu uma liminar para que a criança fosse transferida a um Centro de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca Neonatal. Mas, até o momento o Governo do Estado não se pronunciou. “A minha filha corre risco de vida. Ela está tomando medicamentos fortíssimos para conseguir viver. É muito doloroso saber que a qualquer momento eu posso perder o meu bebê. O governo não se manifesta, ninguém dá uma resposta”, conta.


De acordo com a presidente da Fundação Hospitalar, Gilbert Lucas, de janeiro a setembro, mais de 10 crianças nasceram com esta anormalidade. “Por mês, temos uma média de 2 bebês que nascem com a cardiopatia congênita. Geralmente, apenas um consegue a transferência. No dia 4 de outubro, registramos o óbito de mais um RN que tinha a doença”, disse.


“A cardiopatia é identificada, na maioria das vezes, após o nascimento. A cirurgia é de alta complexidade e deve ser realizada em uma unidade especializada. Quando conseguimos a transferência é para o hospital Santa Izabel ou Ana Nery. Ainda não conseguimos nenhuma resposta sobre a regulação”, conta.


A equipe de reportagem do Jornal Folha do Estado tentou contato com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, mas também não obteve resposta.


Doença


Cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras 8 semanas de gestação quando se forma o coração do bebê. Ocorre por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca, mesmo que descoberto anos mais tarde. As cardiopatias congênitas mais comuns incluem alteração em alguma válvula cardíaca, que influencia no fluxo sanguíneo dificultando ou impedindo sua passagem, alterações nas paredes do coração levando a comunicações cardíacas que não deveriam existir e mistura do sangue oxigenado com o não oxigenado ou ainda a formação de um único ventrículo. Pode ainda haver a combinação de malformações.

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