Bahia Aqui é Trabalho 2019
Polícia vs. Governo

O que parecia ser movimento de greve virou confronto político

Uma avalanche de informações desencontradas começou a circular que acabou deixando a sociedade apreensiva e em dúvidas sobre o que era e o que não era verdade
2019-10-10 10:19:47
Da Redação
Crédito: Reprodução
Crédito: Reprodução

Desde o início da noite de terça-feira passada (8), que Feira de Santana, Salvador e outras cidades baianas ficaram apreensivas com a informação de que a PM iria parar a partir daquele momento. Isto porque um grupo de policiais militares da Bahia anunciou uma greve por tempo indeterminado.


A partir daí uma avalanche de informações desencontradas começou a circular que acabou deixando a sociedade apreensiva e em dúvidas sobre o que era e o que não era verdade. Por um lado, o deputado estadual Marcos Prisco (PSC) afirmando ser legítimo o movimento encabeçado por ele depois de reunião com policiais ligados a ASPRA - Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia - dizendo ser verdadeira a greve por tempo indeterminado.


Por outro, o Comandante Geral da PM, Cel. Anselmo Brandão, chamou a notícia de Fake News e desqualificou o movimento. Entre um e outro o que se percebe é um confronto político-ideológico em um ano pré-eleitoral. Tanto é assim que ambos utilizaram a “arena virtual” para medir força nas redes sociais. Prisco e outros representantes da Aspra, tentando mostrar uma adesão maciça de policiais ao movimento grevista em vídeos gravados durante a noite de terça e a manhã de quarta-feira (9), som de fritos “Ohhh a PM parou...”.


Enquanto isso, o comandante também gravou vídeos tentando desmoralizá-lo. Em entrevista à Rádio Metrópole, por exemplo, Cel. Brandão, depois de tranquilizar a população e que as pessoas poderiam continuar desenvolvendo suas atividades dentro da “mais absoluta normalidade”, desferiu: “Ele nunca trocou tiro, nunca entrou numa viatura. No Corpo de Bombeiro, ninguém lembra dele apagando fogo”.


Segundo Brandão, “era para o deputado tá preocupado com a previdência dos militares, mas ele se enclausura dentro de um clube para distribuir fake News. Ele, que responde vários processos por usar táticas de terrorismo e 300 policiais, a maioria aposentados, estão causando esse terror na cidade, mas eu garanto que a nossa tropa continuará trabalhando e que estamos atentos a todo e qualquer episódio”, finalizou.


Conquistas da PM


Ainda durante a entrevista à mesma rádio, o Comandante, depois de esclarecer que não existe estado de greve, trouxe a tona conquistas que a corporação teve. “Em quatro anos e 8 meses, foram 18 mil promoções” disse ele e completou: “Ano passado, o governador deu auxílio transporte, ganho real de soldo em torno de 10%”, disse ele.


A PM baiana já parou em outras três oportunidades: 2001, 2012 e 2014. Este ano, pelo menos dois estados brasileiros já tiveram greves ou paralisações de policiais militares - Rio Grande do Norte, cujo movimento foi encerrado no mesmo dia em que foi anunciado, e Amazonas.

Comentários

Tacitus Tecnologia