PMFS novo
Diz Mandetta

Presidente duvidou da previsão de mortos por Covid-19

O ex-ministro foi à CPI na condição de testemunha, quando há o compromisso de dizer a verdade sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho
2021-05-04 16:20:26
Com informações do G1
Crédito: Divulgação
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Bahia Estado Solidario

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou nesta terça-feira (4), na CPI da Covid, que o presidente Jair Bolsonaro teve dúvida quando apresentado, ainda no início da pandemia, a uma estimativa de 180 mil mortos até dezembro de 2020 caso o país não adotasse medidas firmes de combate ao coronavírus.


O ex-ministro foi à CPI na condição de testemunha, quando há o compromisso de dizer a verdade sob o risco de incorrer no crime de falso testemunho. O Brasil já tem mais de 408 mil mortes por Covid-19.


Mandetta deixou o ministério após divergências com Bolsonaro, envolvendo as opiniões do presidente sobre o combate à pandemia. O presidente é contrário ao isolamento social e defende a cloroquina, remédio sem eficácia contra o vírus.


"Eu levei, expliquei. 180 mil óbitos para quem tinha na época menos de mil era um número muito difícil de você fazer uma assertiva dessa. Eu acho que ali ficou dúvida, porque tinham ex-secretários de saúde, parlamentares, que falavam publicamente: 'Olha, essa doença não vai ter 2 mil mortos, essa doença vai durar de 4 a 6 semanas’. Havia uma construção também de pessoas que falavam absolutamente o contrário. Eu acho que, naquele momento, o presidente entendeu que aquelas outras previsões poderiam ser mais apropriadas para aquele momento' , afirmou o ex-ministro.


Mandetta foi questionado pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre a defesa que Bolsonaro faz do chamado "isolamento vertical", no qual apenas idosos e pessoas com comorbidades.


O ex-ministro disse que "era constrangedor" ficar explicando sua divergência com Bolsonaro sobre distanciamento social.

 

"Era constrangedor para o ministro da Saúde ficar explicando que estava indo por um caminho e o presidente por outro", afirmou Mandetta.

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