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Em 2019, diz IBGE

Indústria baiana perde unidades locais e empregos

Com essa diminuição, a Bahia caiu de oitavo para nono estado em número de unidades locais de empresas industriais do país
2021-07-21 16:55:51
Crédito: Divulgação
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Em 2019, a indústria seguiu diminuindo de tamanho na Bahia. Registrou queda no número de unidades locais pelo segundo ano consecutivo e teve redução no total de pessoas ocupadas, depois de dois anos de alta no emprego industrial.


Ainda assim, houve aumento nominal no valor gerado pelo setor no estado (uma aproximação da contribuição para o PIB). Isso levou a um avanço também na produtividade industrial (valor gerado por pessoa ocupada), que atingiu seu recorde em 12 anos, desde o início da nova série histórica da Pesquisa Industrial Anual do IBGE (PIA-Empresa), em 2007.


No ano pré-pandemia, estavam ativas em toda a Bahia 5.358 unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, um número 8,2% menor do que em 2018 (5.835), o que representou um saldo de menos 477 unidades industriais em funcionamento. A quantidade é a menor para o estado em nove anos, desde 2012, quando havia 5.139 unidades locais de indústrias.


Com essa diminuição, a Bahia caiu de oitavo para nono estado em número de unidades locais de empresas industriais do país, sendo ultrapassada pelo Ceará (5.399), que se tornou o líder do Nordeste nesse indicador.


Em 2019, a Bahia respondia por 2,9% das 183.798 unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas em atividade em todo o Brasil. São Paulo (29,9%), Minas Gerais (12,4%) e Rio Grande do Sul (10,3%) tinham as maiores participações.


Nacionalmente, também houve queda no número de unidades locais industriais entre 2018 e 2019, de 187.623 para 183.798 (-2,0% ou menos 3.825 em números absolutos), com reduções em 19 das 27 unidades da Federação. A Bahia teve o 4o maior recuo absoluto.


As unidades fabris em atividade na Bahia, em 2019, empregavam 215.922 pessoas, um contingente 0,9% menor (menos 1.937 trabalhadores) do que o existente em 2018 (217.859 pessoas ocupadas). Foi a primeira queda após dois crescimentos anuais seguidos no emprego industrial.


Com o resultado negativo em 2019, a Bahia se distanciou ainda mais do número de 2011, quando havia registrado o maior contingente de trabalhadores na indústria (246.721 pessoas). O número de 2019 foi 12,5% menor do que o de oito anos antes (menos 30.799 trabalhadores).


No país como um todo, o número de pessoas empregadas nas unidades locais industriais caiu 0,7% entre 2018 e 2019, de 7,193 milhões para 7,143 milhões de pessoas (menos 49.812 trabalhadores). Houve recuos em 19 dos 27 estados.


Apesar da queda no número de empresas e no pessoal ocupado, o valor da transformação industrial (VTI), ou seja, o valor líquido gerado pelas unidades locais industriais, descontados os custos de produção (uma aproximação do valor agregado pela indústria ao PIB), teve crescimento nominal (sem considerar a variação de preços no período) na Bahia, de 2018 para 2019. Foi o segundo aumento consecutivo no estado.
A indústria baiana gerou um VTI de R$ 56,151 bilhões em 2019, 1,3% maior do que no ano anterior (mais R$ 726 milhões).


Ainda assim, nesse período, a Bahia caiu de sétimo para oitavo maior valor de transformação industrial do país, ultrapassada pelo Pará. A indústria baiana respondia, em 2019, por 4,1% do valor gerado pelo setor nacionalmente, que foi de R$ 1,377 trilhão, 3,7% superior ao de 2018.


Em 2019, São Paulo respondia por quase um terço do total gerado pelas unidades locais industriais em atividade no Brasil (32,6%). Em seguida vinham Minas Gerais (11,5%) e Rio de Janeiro (11,3%). 

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